Na água, nadando, ele parece um peixe comum. Trata-se, no
entanto, de um robô construído por uma equipe de pesquisadores do MIT
(Massachusetts Institute of Technology). Com apenas 30 centímetros de
comprimento - pouco maior do que o palmo de um homem -, o robô-peixe possui um
único motor propulsor e é totalmente envolvido por uma camada de polímeros, que
lhe garante toda a flexibilidade necessária para imitar os movimentos dos peixes
dentro dágua.
Seu tamanho, considerado pequeno, foi proposital, e, aliás, é
outra virtude da invenção. Os engenheiros mecânicos Kamal Youcef-Toumi e Pablo
Valdivia Alvarado, seus criadores, desenvolveram o robô com o intuito de
manobrá-lo em áreas nas quais outros veículos aquáticos não conseguem chegar.
Inspeção de estruturas submersas em lagos e rios e estudos em cavernas
submarinas são algumas das tarefas que o robô-peixe poderá executar.
Tornar a sua invenção capaz de se mover na água como um peixe
de verdade foi um dos desafios de Pablo Valdivia. Para isso, ele calculou
exatamente a maneira ideal para distribuir as peças do robô ao longo de toda a
estrutura, levando em consideração massa e volume. Assim, deu à máquina
velocidade e movimentos iguais aos dos peixes. O trabalho é tão preciso que,
para se locomover, o robô contrai os "músculos" nas laterais do corpo, gerando
uma onda da cabeça à cauda.
Outra função para a nova máquina é a exploração submarina.
Segundo Valdivia, como sua criação possui grande resistência, poderia
perfeitamente ser utilizado em missões de explores no fundo mar. Com o sucesso
dessa empreitada, os pesquisadores agora pretendem expandir o projeto para a
criação de cópias robóticas de animais com movimentos mais complexos, como
salamandras e raias. E, num futuro próximo, aplicar os conceitos desenvolvidos
para a criação do robô-peixe em meios de locomoção por terra, água e ar.
Fonte: http://planetainteligente.terra.com.br/noticias_integra_peixerobo.php