Itaparica já teve seu auge em meados do século passado. Mar Grande resistiu um pouco mais e a Penha ainda é refúgio dos que ainda encontram na ilha o encanto que nenhum ponto do litoral norte oferece. Na última década foi a vez do litoral norte deslanchar com seus paraísos que se estendem de Jauá até Sauípe, passando por Arembepe, Jacuípe, Guarajuba, Itacimirim e Praia do Forte. Mas a bola da vez agora pode estar adormecida a partir do Forte de São Marcelo: é a Baía de Todos os Santos, a maior baía tropical do mundo.
O entusiasmo do secretário Domingos Leonelli quando fala desse pedaço de paraíso incrustado diante dessa centenária cidade de Salvador é contagiante. Ele aposta na Baía de Todos os Santos como novo pólo turístico e abrigo de grandes investimentos imobiliários, o primeiro deles já consolidade: a compra da ilha de Cajaíba, em frente a São Francisco do Conde, considerada uma das mais belas da região. Ela vai abrigar um grande empreendimento hoteleiro e náutico e deve abrir as portas para novos investimentos no segmento e na bela baía.
A Bahia com H precisa assumir suas baías e aí incluo também a de Camamu, belíssima e ainda tão pouco conhecida e explorada, até pelos baianos – diz ele.
Em termos de infra-estrutura, o Estado avalia a possibilidade de estabelecer ligações rodoviárias que possibilitem um acesso mais fácil ao entorno da Baía de Todos os Santos, mas o grande atrativo, sem a menor dúvida, é o mar, até por significar um turismo de maior poder aquisitivo e de investimento.
Aliás, na direção desse turista de maior poder aquisitivo, o secretário Domingos Leonelli tem o que comemorar. A Tam anunciou ontem a implantação, até abril, de um vôo semanal Paris/Salvador e estudos para a implantação de dois vôos regulares Buenos Aires/Salvador. Isso viria reforçar um segmento que a Bahia se ressente, principalmente desde a crise que atingiu a Varig. |